
"Don't Let Me Down"
Esses dias eu li um depoimento de um policial inglês, q dava um testemunho do fato ocorrido na manhã normanda de 30 de Janeiro de 69, qdo ele recebeu uma queixa de perturbação da paz no centro de Londres. Chegando ele ao lugar qual não foi a sua surpresa em perceber q se tratava do prédio da gravadora Apple, e no terraço estava acontecendo o show de uma banda. Subindo ele as escadas, percebeu pelo som q as musicas eram conhecidas, ao chegar no topo do prédio teve a constatação de q quem estava perturbando a paz dos moradores eram nada mais, nada menos (essa é boa!!) do q os Beatles.
A idéia de subir ao terraço do prédio foi creditada a Paul, q após a gravação das 30 canções q compunham o "Get Back Project", empolgado com o resultado, resolveu testá-las ao vivo. Agora imagine se vc fosse um policial londrino, com uma vida pacata e desinteressante (lá eles não usam nem armas...) tivesse q interromper o show da principal banda de todos os tempos, q estava há 4 anos sem tocar ao vivo, o q vc faria?...Exatamente o q ele fez, curtiu o show de camarote, e com certeza nunca mais foi o mesmo depois do encontro com o Fab Four.
Meu relacionamento com os Beatles foi o meu primeiro passo pra conhecer sobre música pop. A primeira letra em inglês q eu cantei foi "Yesterday", os primeiros acordes do violão foram com "Can't Buy Me Love", a projeção dos meus super heróis da infância foram projetadas imediatamente após os 10 anos para Lennon e Mcartney. Porém, o mais interessante q mesmo ouvindo há tantos anos, existem músicas q só fazem sentido só agora. O caso é q a música título do post, me trouxe a reflexão do q nos Beatles me emociona. E se eu fosse definir em uma palavra é Sinceridade. A sinceridade daquele q é o melhor casamento da música pop (Lennon/Mcartney) é o q faz dos Beatles tão significativos pra mim. Quatro homens tão incríveis ao ponto de se colocarem de maneira tão frágil como nessa "Don't Let Me Down". E assim como Allen se coloca vulnerável nos seus filmes, crescer é tb o reconhecimento da falibilidade das coisas e de si próprio. E eu sempre sinto q ouvir Beates é como ler/ver a fábula do Mágico de OZ. São quatro rapazes q querem crescer de maneira fantástica, mas q a grandeza está nisso, em se permitir ser criança, a ser filho, a amar, enfim.
PS: Das coisas lindas q eles criaram no nosso imaginário é a idéia de "Penny Lane". Eu a encontrei esses dias numa esquinas, com seus cachos dourados e seu sorriso de caramelo.
Escrito por Fiódor às 15h25
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