
Precisa-se urgentemente de alguém q me ajude a mudar o meu layout
Esse título mais parece um trecho de música do Kid Abelha. Músicas do Kid Abelha sempre são assim, trágicas e de uma carência tão absurda quanto inverossímil.
E eis q resolvi abandonar momentaneamente o mundo de Olivias e Leonéis, pra fazer a coisa q mais detesto na vida:ordenar a minha existência. Isso é algo q acontece bissextamente, quando as situações já deixaram de ser emergenciais há muito. Tenho q acabar todos os textos q já prometi estar prontos, comparecer a todos os compromissos q marquei, porém sempre há um filme, ou alguma conversa rara, ou uma bela moça sentada num bar e aí toda ordem sucumbe. Mas preciso de alguém q me ajude a fazer esse tipo de coisa. Uma delas é mudar esse layout, q sempe qdo vou tentar ler o blog as letras são imensas, pra escrever então é um suplicio. Alguém se candidata?
E fazendo a arrumação no meu quarto achei uma pérola. Um talento sem precedentes, uma obra prima do hardbop "John Coltrane e Kenny Burrel", uma gravação de 62, fantástica. Mais do q um cd é um encontro de dois seres humanos fora do comum. Coltrane ama através da sua música. É assim q ele demonstra seu amor pelo mundo. E é um amor voluptuoso, visceral, magoado, mas com a sutileza q um gênio tem. Burrel é um dos guitarristas do jazz mais subestimados. Claro q ele não era um Wes Montgomery ou um Joe Pass, mas era o cara das notas. Ele encaixava no momento certo a nota. Na arrumação tb reencontrei a edição do meu pai de "Eu" de Augusto dos Anjos. Um poeta pra ser declamado. Descobri muito tarde q declamar Augusto dos Anjos é muito melho do q tentar entendê-lo. O unico livro de um escritor q assim como Dorival Caymmi não influenciou ninguém diretamente, pq o q fazia era tão original e autentico q ninguém conseguiu se aproximar...
...mudando de assunto, essa semana é a do vitória cine vídeo. Um festival engraçado, parece até uma amostra grátis de remédio pra câncer. As pessoas só tomam a amostra e ficam prometendo ver e rever e estudar as coisas q passam durante o ano. A seleção é feita por celebridades capixabas q nunca viram Fritz Lang ou Ernest Lubstich (nem sei se eles conhecem Orson Welles pra dizer a verdade), e assistida porpessoas q o máximo de cinema q tem contato é Amelie Poulin. Pudismo demais, superficie demais, indies (ou Indios como diria o Bravo) demais. Ou seja, imperdível.
Escrito por Fiódor às 14h32
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